

O projeto "Uru Uru" integra formação e produção musical com o fortalecimento das tradições culturais, atuando com crianças e adolescentes de comunidades afrodescendentes em Santa Luzia do Itanhy, em Sergipe, especialmente no povoado Crasto.
Status atual
O Uru Uru vive um momento de amadurecimento, tendo como foco consolidar-se como uma Tecnologia Social estruturada. Para isso, o trabalho será voltado para construção de uma metodologia clara, um modelo de atuação bem definido e potencial de reaplicação, garantindo que suas soluções cheguem a novos territórios com eficiência e segurança técnica.










Histórico
O projeto "Uru Uru" integra formação e produção musical com o fortalecimento das tradições culturais, atuando com crianças e adolescentes de comunidades afrodescendentes em Santa Luzia do Itanhy, especialmente no povoado Crasto. O nome do projeto remete ao canto típico das mulheres marisqueiras catadoras de aratu, um pequeno crustáceo que representa a principal fonte de renda das famílias ribeirinhas. A iniciativa surgiu a partir dos trabalhos realizados pelo THP na região, que incluíam sons para trilhas (PLOC) e formação instrumental em ritmo (Baião), Recentemente, um movimento de mulheres do Crasto se organizou para resgatar as tradições culturais de seus antepassados, com ênfase no Samba de Coco e no Reisado.
O projeto busca oferecer cursos de formação musical e construção de instrumentos percussivos, promovendo a disseminação das tradições culturais para crianças e adolescentes de povoados do município, iniciando pelo grupo do Crasto. Além disso, a produção musical associaou o PLOC ao Uru Uru, valorizando a cultura local e criando produtos musicais inovadores e característicos da região, com o objetivo de atrair as novas gerações. O intuito é envolver e engajar os jovens em um processo de resgate e fortalecimento das tradições culturais das comunidades afrodescendentes de Santa Luzia do Itanhy, unindo protagonismo local, arte, design e inovação. Em 2025, o Uru Uru ofereceu formação artística em música, canto, dança e criação de instrumentos percussivos para 20 crianças e adolescentes, ampliando horizontes e despertando talentos. Promoveu quatro rodas de conversa com temas transversais às artes, colocando em evidência o NUMEQ — grupo de mulheres do Crasto que lidera o resgate do Samba de Coco e do Reisado na região — fortalecendo o diálogo entre gerações e reafirmando o papel feminino na preservação cultural. O projeto também expandiu a narrativa cultural por diferentes territórios de Santa Luzia do Itanhy, produziu um EP com quatro canções e criou o espetáculo parafolclórico “Canto da Maré” voltado à difusão da cultura regional nas escolas municipais. A apresentação percorreu quatro localidades — Sede, Crasto, Bom Viver e Pedra Furada — levando arte, memória e pertencimento a novos públicos e reafirmando que cultura viva é aquela que se compartilha, se reinventa e se celebra coletivamente.

Resultados
88
Beneficiários indiretos
49
Beneficiários diretos
4
Espetáculos para-folclóricos apresentados
4
Músicas produzidas e lançadas em um ep
Galeria
Interação
com outros
projetos


















